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XIV Feira de Iniciação à Pesquisa da Escola Zandoná


Data de publicação: 24 de julho de 2019


Nos dias 17 e 18 de julho realizou-se nas dependências da Escola Zandoná a XIV Feira de Iniciação à Pesquisa, na oportunidade também ocorreu o lançamento do livro “Descentralizar as informações, censura ou democracia?”, iniciado com o projeto desenvolvido pelas alunas Carolina Lavall Zandoná, Gabriela Nardini e Jéssica Rigo e a professora orientadora Karine Piaia, em 2010, apresentado na Feira da Escola na época, depois, inscrito, aprovado e apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em 2010, em São Paulo e a sua premiação na USP foi o alicerce para a construção dessa obra.

A abertura da feira foi um momento de reflexão sobre a importância da educação pública, desafiando toda a comunidade a valorizar os espaços de aprendizagem e o incentivo à pesquisa e ao estudo. O personagem principal deste ano foi o Menino Maluquinho, que simbolizou a importância da curiosidade, da pergunta, do movimento, o descobrir, a beleza de viver e fazer viver. Maluquinho porque questiona, desestabiliza, desconstrói o mundo adulto que nega a infância, o direito de aprender e de estudar.

De onde vim? Para onde vou? Por que penso assim? Quem disse isso? Pensar dói? Conhecimento é o mesmo que opinião? Qual o sentido da vida? Principalmente na era das redes sociais a escola precisa fomentar a problematização, o pensamento crítico, a pesquisa e leitura em fontes confiáveis.

Hoje temos “acesso” ao mundo na palma da mão. Estamos ligados, conectados, cercados de informação por todos os lados, não há dúvida de que a internet promoveu a democratização da informação. Mas é preciso enfatizar que informação NÃO É CONHECIMENTO. Como diz José Saramago ““Por que foi que cegámos? Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem”. A cegueira colocada aqui pode ser interpretada como servidão, adaptação e pior, voluntária. A era da opinião nos empurra para caverna, se aventurar para o lado de fora e romper com as amarras que nos aprisionam é um ato de rebeldia, de libertação.

E como dirá o Menino Maluquinho:

Lá nas redes sociais

Tem gente brigando à toa

Ataques, difamações

Um mundo de opiniões

Menosprezando o conhecimento

Que possamos construir juntos, uma história sobre educação em que os pais participem da vida estudantil dos seus filhos, que os estudantes sejam construtores do conhecimento, leitores, protagonistas das mudanças sociais que nos afetam, que os professores instiguem a curiosidade, provoquem, mas que sejam também mais valorizados, que o governo trate a educação como investimento e não como gasto. Que possamos usufruir do direito ao ensino gratuito e de qualidade social.

Neste espaço queremos agradecer a todos que de uma forma ou outra contribuíram para realização desta feira. Aos estudantes que juntamente com as orientadoras dão sentido ao trabalho de pesquisa, aos funcionários e a toda comunidade que valoriza a nossa escola e nossa educação, participando e incentivando seus filhos. Professores(as) aposentados(as), ex-alunos(as), entidades e autoridades civis e religiosas, nosso muito obrigado!

 

 

 



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