Data de publicação: 19 de julho de 2017
Nos dia 12 e 13 de julho, socializou-se um pouco do trabalho pedagógico da Escola. Resultado de um fazer coletivo regado por muita dedicação, partilha, leitura, pesquisa, anseios, críticas e muitas, muitas dúvidas, que não se esgotaram nesse momento.
Há 12 anos a Escola Zandoná vem desenvolvendo, em sua prática pedagógica, a Feira de Iniciação à Pesquisa, além da pesquisa e apresentação dos trabalhos dos grupos, outro ponto forte a salientar nos dias dessa atividade pedagógica é o momento da abertura da feira através da apresentação artística. A performance artística vai constituindo-se e sendo aperfeiçoada no decorrer do processo.
As aberturas das feiras são momentos muito significativos para todos os envolvidos no processo, uma vez que provoca a reflexão dos problemas sociais e aponta alternativas para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária porque ensinar é uma forma de intervenção no mundo. Essa intenção, demonstra a opção com a proposta político pedagógica, de uma da educação humanizadora, portanto problematizadora e emancipatória.
Neste ano, a abertura serviu para reflexão acerca da importância da filosofia como forma de questionar a realidade em tempos de consumo, de corrupção e ódio ao outro.
Os personagens, deuses da mitologia, fizeram referência ao povo que cega diante da televisão, representada pelo Cavalo de Tróia, que entra diariamente nas casas e manipula o telespectador.
O pensador, personagem central, fez o papel de questionar essa realidade e o papel da escola diante disso:
“Num mundo em que as coisas são colocadas como certas, sem abertura para o pensar, para a reflexão e o questionamento, deveria ser função da escola produzir a dúvida? Num sistema em que o lucro é mais importante que a ética e a vida, qual é o papel da escola? Quem são os donos da mídia? Quais os seus interesses? Quem nos diz o que vestir, o que falar, como agir e o que comprar? Quem naturaliza a violência e banaliza a vida? Que tenhamos o discernimento filosófico de compreender e desconstruir essa estrutura. Como diz Aristóteles “A dúvida é o princípio da sabedoria”.
A experiência dos estudantes na pesquisa, na apresentação artística reflexiva de denúncia social são marcos importante na formação estudantil. Aqueles que aproveitaram a oportunidade de, através da metodologia científica, construir seu projeto e executar a pesquisa, certamente aprenderam a problematizar o conhecimento e estarão mais preparados para os desafios que se apresentarem nas suas vidas pessoais e da comunidade em que vivem.
Nesse evento de pesquisa, se fizeram presentes, as escolas do município de Barra Funda e da região, ex- alunos, professores aposentados, familiares dos estudantes, autoridades e comunidade barra-fundense, além dos professores da Universidade de Passo Fundo que fazem parte do Projeto Ação Extensionista do Grupo de Estudos de Filosofia – Ensino e Inovação da UPF: Carina Tonieto, André L. Lodéa, Cínthia R. Oliveira, Patricia Ketzer.
Agradecemos a colaboração dos educadores, pais, alunos, funcionárias, colaboradoras das bancas, educadores da UPF, também à Leocádia M. Zandoná Castoldi e Adriano da Rosa, Barrinox, Águas Minerais Sarandi e a presença de toda a comunidade escolar que de uma forma ou de outra contribuíram ou contribuem para essa oportunidade de muita aprendizagem.
Confira algumas fotos: