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Solos: Conservar para Produzir Melhor


Data de publicação: 25 de abril de 2017


 

O solo é a base de sustentação da vida na terra, a produção de alimentos e a qualidade da agua está associada ao solo, sendo um patrimonio de elevada importancia economica, social e ambiental.

O aumento da frequencia de estiagens e eventos extremos indica que devemos estar sempre preparados para essas situações, conhecendo e protegendo o solo visando o controle da umidade e redução das enxurradas.

O sul do Brasil tem uma experiencia excelente com uso do sistema de Plantio Direto, entretanto devemos continuir aprimorando o sistema adequando ao interesse economico social e ambiental da proteção dos solos e agua.

Devido a praticas agricolas inadequadas mais de 30% dos solos do planeta estão degradados ou em processo de degradação. Moderado a alto, devido à erosão, diminuição de nutrientes, acidificação, urbanização.

Com o crescimento da população, que deve passar de 9 bilhões de pessoas em 2050, haverá 60% de aumento na demanda por alimentos, o que irá sobrecarregar ainda mais os recursos da terra.

A sociedade Brasileira de ciencia do solo entidade cientifica que abriga centenas de pesquisadores, professores, extensionistas, e tecnicos da área ambiental é ligada a União internacional de ciencia do solo e juntas estão promovendo atividades para aumentar a consientização dos cuidados necessários com o solo.

Muito se discute em relação à preservação das águas e as condições climáticas, mas é preciso também incluir no centro das preocupações as práticas predatórias que vêm ameaçando a qualidade dos solos em todo o planeta.

Só no Brasil, os solos se estendem por 835 milhões de hectares, onde as lavouras e pastagens ocupam cerca de 40%, as florestas e áreas protegidas cerca 50% e os 10% restantes se referem a cidades, estradas, etc. É fundamental restituir aos solos seu papel fundamental no campo das preocupações ambientais e do desenvolvimento sustentável, uma vez que são a base para a produção de alimentos, fonte de matérias-primas e biodiversidade, suporte dos grandes ciclos biogeoquímicos, base para a infraestrutura das cidades, entre outras funções.

O Rio grande do Sul já implantou diversos programas de conservação do solo. Podemos citar na década de 60 a operação Tatu com uso do calcário, Microbacias em 1980, Pró Guaíba em 1990, projeto metas em 1993 RS Rural 1997 a 2004.

Mais recentemente em 2015 foi lançado o Programa denominado de Conservar para Produzir Melhor, coordenado pelo Governo do Estado Rio Grande do Sul, envolvendo as Secretarias da Agricultura Pecuária e Irrigação, Secretaria de Desenvolvimento Rural, pesca e Cooperativismo e Secretaria de Educação, entidades Gestoras/Executoras e apoiadores, entre elas a EMATER/RS.

A finalidade do projeto, é incentivar, fomentar e coordenar ações integradas em parceria com órgãos e entidades públicas e privadas; Estabelecer programas, diretrizes e instrumentos para a proteção e a conservação da qualidade do solo e da água. A meta é melhorar as relações produtivas, sociais e ambientais e aumentar a produtividade e a produção agrícola do Rio Grande do Sul, sendo o objetivo geral, apoiar e imprimir visibilidade às ações integradas com instituições públicas e provadas, visando a implementação de uma agricultura conservacionista, produção e rentabilidade agrícola das cadeias produtivas.  

Neste ano no município para lembrar a data do dia da Conservação do Solo, 15 de abril, estão sendo registrados ações na área de Solos na Demarcação de Terraços, rotação de culturas, melhoria na cobertura do solo, uso de espécies de plantas recuperadoras do solo, além de ações de programa rádio e jornal. Durante o ano mais ações estão sendo planejadas. 



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