Data de publicação: 5 de novembro de 2018
1 - O que é febre aftosa?
A febre aftosa é uma doença grave, altamente contagiosa, responsável por grandes prejuízos econômicos e sociais. Afeta principalmente bovinos e búfalos de todas as idades, mas pode infectar outros animais de casco bipartido, como suínos, ovinos e caprinos.
2 - Quais são os principais sintomas desta doença?
Os principais sinais clínicos são: salivação em excesso e claudicação (manqueira). Ocorrem lesões (aftas) na língua e na boca, feridas nos cascos e tetas, febre alta e perda de apetite.
3 - Quando foi registrada a última ocorrência de febre aftosa no Rio Grande do Sul e quais foram as principais consequências?
Nos anos de 2000 e 2001, foram registrados 52 focos confirmados de febre aftosa em diversos municípios do Estado. Entre as consequências podemos citar o sacrifício de 28 mil animais e mais 7.000 abatidos, o gasto de aproximadamente U$$ 25 milhões em custos diretos, além das perdas econômicas geradas pelo impedimento da venda de produtos de origem animal e vegetal.
4 - Quando ocorrem as etapas de vacinação com a febre aftosa?
A 2ª etapa de vacinação ocorre de 01 a 30 de novembro e é destinada aos animais menores de 24 meses.
É importante destacar que o processo de vacinação, para ser completo, além da aquisição e aplicação da vacina no rebanho, o produtor deve apresentar a Nota Fiscal da compra das doses de vacina nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa da SEAPI/RS, especificando a quantidade de animais vacinados por categoria, durante o mês de novembro ou em até 05 dias úteis após o término oficial da campanha de vacinação.
Outra informação muito importante é que o Estado não realiza mais doações de vacinas contra a febre aftosa, sendo assim, todos os produtores, independentemente da quantidade de bovídeos que possuam, deverão comprar a vacina nas casas agropecuárias credenciadas, dentro do prazo das etapas.
5- Quais são os cuidados que o produtor deve ter na aplicação da vacina?
A vacina deve ser sempre mantida a temperatura de 02 a 08ºC. Em função disto, é fundamental que os frascos permaneçam na geladeira e, quando o produtor for transportá-las ao local da aplicação nos animais, coloque-as em uma caixa de isopor com gelo.
Recomenda-se também que a aplicação seja realizada na tábua do pescoço, por via subcutânea ou intramuscular. Além disso, os animais precisam estar devidamente contidos (tronco), evitando a aplicação inadequada. O volume a ser utilizado na aplicação é de 05 ml, independente do tamanho do animal.
As seringas e agulhas devem ser corretamente higienizadas antes e após o uso para evitar reações inflamatórias no local da aplicação. Deve ser preconizado o uso de agulhas 20x20 ou 20x18.
É importante lembrar ainda que o produtor deverá aplicar a vacina nos animais em até 05 dias da aquisição da mesma, pois nem todos os refrigerados domésticos conseguem manter a temperatura adequada à correta conservação do produto.
6 - Quais são as penalidades que os proprietários estão sujeitos caso não realizem a vacinação dos seus animais?
Os produtores rurais que não comprovarem a imunização do seu rebanho, nos períodos e condições estabelecidas pela SEAPI/RS, ficam impedidos de transitar com seus bovídeos até que regularizem a vacinação e serão autuados conforme determina o Decreto Estadual 52.434/15. O valor inicial da multa é de 60 UPFs.
7 - Como o produtor rural pode contribuir para evitar que a Febre Aftosa volte a ocorrer no Estado?
A vacinação é um mecanismo importante para reduzir a disseminação da febre aftosa, levando em consideração que a doença é altamente contagiosa e de rápida dispersão, entretanto não impede a reintrodução do vírus em zonas livres. Por isso outras medidas são importantes para a prevenção, como: