ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 1 SUMÁRIO ESTUDO HIDROLÓGICO....................................................................................................2 MEMORIAL DESCRITIVO..................................................................................................12 MEMORIAL DE CÁLCULO .................................................................................................21 ANEXOS.............................................................................................................................25 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 2 ESTUDO HIDROLÓGICO TRAVESSIA DE CÓRREGO ATRAVÉS DE BUEIRO CELULAR EM CONCRETO Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 3 PROPRIETÁRIO: Prefeitura Municipal de Barra Funda/RS OBRA: Travessia de Córrego Através de Bueiro Celular em Concreto LOCAL: Linha Carijo, interior do município de Barra Funda/RS COORDENADAS GEOGRÁFICAS: 27º53?28,83??S e 53º0?38,89??O 1. OBJETIVOS Os estudos hidrológicos objetivam a caracterização de aspectos regionais e a avaliação das precipitações de acordo com as intensidades máximas de chuva. A partir desta caracterização, são obtidos parâmetros que permitem a determinação da seção de vazão necessária, para que obras de arte especiais e galerias celulares possam transpor e direcionar os cursos d'água. O estudo ora apresentado estabelece os parâmetros básicos que relacionam as chuvas e as vazões superficiais decorrentes de forma a dimensionar as galerias a serem executadas para a execução da travessia do Córrego Lajeado Carijo, através de galerias celulares em concreto armado pré-moldado. 2. BACIA HIDROGRÁFICA Bacia hidrográfica é uma área definida topograficamente, drenada por um curso d´água ou um sistema conectado de cursos d´água, dispondo de uma saída para toda vazão efluente decorrente das precipitações. A definição da bacia hidrográfica consiste em definir uma seção ou ponto de referência no curso de água, o exutório, levando em conta as informações topográficas do local. O primeiro passo para a caracterização da uma bacia em questão foi a delimitação de seu contorno, ou seja, a linha de separação que divide as precipitações em bacias vizinhas, encaminhando o escoamento superficial para um ou outro sistema. O exutório foi considerado como sendo o ponto onde irá se localizar a travessia do córrego Lajeado Carijo. A Figura 01 e a Figura 02 ilustram a bacia de contribuição do córrego. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 4 Figura 01 ? Bacia hidrográfica do córrego Lajeado Carijo ? Carta do Exército Figura 02 ? Bacia hidrográfica do córrego Lajeado Carijo ? Google Earth ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 5 A bacia de contribuição para a canalização do córrego considerada no projeto das galerias possui área aproximada de 8,5 Km² (850 ha). O presente estudo visa identificar e avaliar a circulação e o volume das águas que podem causar interferência no corpo da estrada, e que potencialmente venham oferecer danos à estrada. 3. DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO Para a realização dos estudos fizeram-se necessários os seguintes levantamentos: ? Inspeção do trecho ? Avaliação do comportamento de todo o sistema de drenagem existente, buscando identificar os problemas ocorrentes e avaliando as características locais; ? Levantamento topográfico e cadastro de drenagem de forma a caracterizar perfeitamente a calha do córrego; ? Área da bacia hidrográfica contribuinte; De posse dos dados coletados, procedeu-se a análise da vazão que ocorre na calha do córrego para determinação da seção necessária para suportar o volume de água para que não ocorra problemas de inundação no entorno. Para a determinação da vazão crítica de projeto, utilizou-se o Método I-PAI-WU, que pode ser aplicado em casos de bacias hidrográficas com áreas de 2 km 2 até 200 km 2 . A bacia de contribuição do local onde será executada a canalização possui área de 8,5 km 2 . A equação a ser utilizada é a seguinte: ??=(0,278.??.??.?? 0,9 ).� ?? �??��= ?? �+?? Onde: Q = Vazão de pico (m³/s) ?? �= Vazão base (m³/s). Se não tiver informação adotar 0,1xQ C = coeficiente de escoamento superficial (adimensional) ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 6 I = Intensidade da chuva (mm/h) A = Área da bacia (km 2 ) ? 200 km 2 Para a aplicação da equação acima, foi necessário o cálculo para a determinação das variáveis descritas a seguir. O coeficiente C de escoamento superficial é calculado pela seguinte equação: ??=( ?? 2 ?? 1 ). 2 (1+??) Sendo: C= coeficiente de escoamento superficial C2= coeficiente volumétrico de escoamento C1= coeficiente de forma F= fator de forma da bacia Para o cálculo do Fator de Forma da bacia utilizou-se a seguinte equação: ??=( � 2.( ?? ?? ) 0,5 ) Sendo: L= comprimento do talvegue (km) A= área da bacia (km 2 ) F= fator de forma da bacia Conforme Morano, 2006 quando: F=1 a bacia tem formato circular perfeito F<1 a bacia tem forma circular para eliptica e o seu dreno principal está na transversal da área. F>1 a bacia foge da forma circular para elíptica e o seu dreno principal está na longitudinal da área. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 7 O comprimento do talvegue corresponde a 5 km, resultando em um Fator de Forma da bacia igual a 1, 52, indicando que ela foge da forma circular para elíptica e o seu dreno principal está na longitudinal da área. Conforme Kather, 2006 em bacias alongadas, o tempo de concentração é superior ao tempo de pico, pois a chuva que cai no ponto mais distante da bacia chegará tarde o suficiente para não contribuir para a vazão máxima. Assim em bacias alongadas, deve-se esperar um valor de C1<1 de acordo com a equação: ?? 1= 4 (2+??) Sendo: F= fator de forma da bacia Coeficiente ?? 2 O coeficiente volumétrico de escoamento ocorre em função do grau de impermeabilidade da superfície conforme DAEE, São Paulo, 1994. Podemos adotar ?? 2=0,30 para grau baixo de impermeabilização; ?? 2=0,50 para grau médio e ?? 2=0,80 para grau alto, conforme Tabela 01. Tabela 01 - Valores de C2 conforme Morano, 2006 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 8 A bacia em estudo encontra-se em zona rural, composta quase que em sua totalidade por áreas de pastagem, lavouras, e florestas, o que indica grau baixo de impermeabilização do solo, por isso adotou-se o valor de 0,30 para o coeficiente ?? 2. Tempo de concentração Tempo de concentração é o tempo em que leva para que toda a bacia considerada contribua para o escoamento superficial na seção estudada. A grande vantagem da Fórmula Califórnia Culverts Practice é a fácil obtenção dos dados, isto é, o comprimento do talvegue e a diferença de nível (Porto,1993). Geralmente se aplica em bacias rurais para áreas maiores que 1 km², por isso ela foi utilizada neste estudo. � �=57.( �² �???? ) 0,385 Sendo: tc= tempo de concentração (min) L= comprimento do talvegue (km) Ieq= declividade equivalente (m/km) Ábaco para determinar o coeficiente K Na Figura 03 entrando na abscissa com área da bacia em km² e interpolando o tempo de concentração em horas, encontra-se o valor de K em fração. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 9 Figura 03 - Ábaco para encontrar o valor de K. Fonte: PMSP, 1999 Conforme o traçado em vermelho na figura acima, o valor encontrado para o coeficiente K foi de 98% Para determinação da intensidade da chuva foi utilizada a equação IDF de Passo Fundo/RS, a qual possui características semelhantes com a região de Barra Funda/RS: ??= 670,74×?? 0,21 (�+7,9) 0,74 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 10 Onde: I = intensidade da chuva (mm/h) T = período de retorno (anos) t = tempo da intensidade (minutos) A equação foi aplicada para o tempo de intensidade de chuva igual ao tempo de concentração calculado, de 58 minutos. Após a obtenção de todas as variáveis, aplicou-se a fórmula da vazão descrita acima, obtendo uma vazão de pico igual 34,5 m³/s para a bacia em estudo. SEÇÃO MÍNIMA DAS GALERIAS Será adotada uma declividade para o sistema de canalização entre 0,5% a 1,0%, a fim de que não haja deposição de sedimentos. Além disso, deve ser considerada uma velocidade que permita um bom fluxo das águas, evitando velocidades muito altas, as quais podem causar erosão na saída da canalização. Conforme a bibliografia sobre drenagem de águas pluviais, a velocidade de projeto deve variar entre 0,75 m/s (velocidade mínima) e 4,5 m/s (velocidade máxima). O valor adotado de velocidade será de 3,5 m/s. O cálculo da seção da galeria é dado em função da vazão de projeto determinada. ??=??×?? Onde: Q = vazão de projeto (m³/s) A = Área da seção (m²) V = Velocidade de escoamento (m/s) ??= ?? ?? ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 11 ??= 34,50 � 3 /� 3,5 �/� ?10 �² Com o objetivo de suprir a vazão máxima de projeto e atender as condicionantes hidrológicas do local, bem como promover economia será adotado as galerias com seção interna de 2,50 m x 2,00 m, cuja área interna corresponde a 5,00 m². Dessa forma, serão dispostas duas galerias, uma do lado da outra, por um comprimento de 7,00 m totalizando 14 galerias. _____________________________________ Julia Favretto Eng.ª Civil ? CREA RS209346 Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 12 MEMORIAL DESCRITIVO TRAVESSIA DE CÓRREGO ATRAVÉS DE BUEIRO CELULAR EM CONCRETO Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 13 PROPRIETÁRIO: Prefeitura Municipal de Barra Funda/RS. OBRA: Travessia de Córrego Através de Bueiro Celular em Concreto LOCAL: Linha Carijo, Interior do município de Barra Funda/RS. COORDENADAS UTM: 27º53?28,83??S e 53º0?38,89??O. 1. GENERALIDADES 1.1 ? O presente Memorial Descritivo tem por objetivo: a) Estatuir as condições que presidirão o desenvolvimento das obras e serviços de construção da presente obra; b) Fixar as obrigações e direitos da Prefeitura Municipal e da Firma Empreiteira à qual for confiada a execução das ditas obras e serviços; c) Determinar as condições mínimas para execução de cada serviço; d) Estabelecer o padrão de qualidade para os principais materiais que serão empregados na obra em questão. 1.2 ? Naquilo em que esta especificação for omissa, se obedecerá ao que for determinado pela fiscalização, dentro do espírito das demais especificações. 1.3 ? A presente especificação é parte integrante do projeto, em nenhuma circunstância poderá do mesmo ser dissociada. 1.4 ? Os serviços a executar são os constantes dos desenhos cuja relação consta no fim desta especificação e mais aqueles que aqui forem mencionados e que não constem nos desenhos e detalhes. 1.5 ? Toda mão de obra e todos os materiais serão de boa qualidade, e obedecerão as especificações correspondentes. *Quando não forem especificadas, obedecerão as normas técnicas. Toda mão de obra e todos materiais ficarão sujeitos à aprovação por parte da fiscalização. 1.6 ? Em divergência entre os elementos do projeto, se obedecerá ao seguinte critério: a) Nos casos de divergência entre as cotas e dimensões tomadas em escala, prevalecerão as primeiras; ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 14 b) Em casos de divergência entre desenhos de escalas diferentes, prevalecerão os de maior escala; c) Os detalhes prevalecem sobre as plantas gerais; d) No caso de divergências entre as plantas e especificações, prevalecerão as especificações. 1.7 ? Qualquer alteração do projeto deverá ser feita de comum acordo com o setor competente da Prefeitura, e devidamente documentada. 1.8 ? A firma empreiteira deverá levar um diário de obra onde serão devidamente assentadas as ocorrências que sejam consideradas necessárias pela empreiteira ou pela fiscalização, tais como: consultas, modificações, esclarecimentos, estado do tempo, prazo decorrido, etc. 1.9 ? São de competência e responsabilidade da empreiteira: a) as despesas com a legislação em vigor e todas as obrigações da CLT; b) manter limpo o canteiro de obras, fazendo remover o lixo e entulhos para fora do local da obra, em forma periódica; c) entregar a obra completamente limpa, acabada, desembaraçada de andaimes, máquinas, sobras de material e com todas as instalações em perfeito funcionamento; d) acatar prontamente as exigências e observações da fiscalização, baseadas nas especificações e nas regras técnicas; e) assegurar livre acesso por parte da fiscalização a todas as partes da obra em andamento; f) respeitar os projetos e especificações; g) as despesas com demolições e reparos de serviços mal executados ou errados, por sua culpa; h) remover da obra em forma imediata, todo e qualquer material não aprovado pela fiscalização; i) chamar a fiscalização com antecedência razoável sempre que houver necessidade; j) manter no local um mestre geral, que dirija os operários e que possa, na sua ausência, responder pelo empreiteiro; ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 15 k) ser o único responsável pela segurança no trabalho de seus operários e técnicos, tomando para tanto, as medidas acauteladas e os seguros necessários por lei. O mesmo se aplica para casos de terceiros; l) assumir perante a Prefeitura Municipal a responsabilidade por todos os serviços contratados; m) fornecimento do memorial de cálculo do dimensionamento estrutural das aduelas ao contratante e recolhimento de ART. 1.10 ? São de competência e responsabilidade da fiscalização: a) fazer visitas necessárias de inspeção à obra, verificando se está construída de acordo com os projetos, especificações e cronograma; b) atender os chamados do empreiteiro para esclarecimento e decidir os casos omissos nas especificações ou projetos. 2. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS INICIAIS Esta especificação trata dos procedimentos a serem seguidos na execução de um bueiro duplo celular, por meio de galerias pré-moldadas em concreto armado, com seção interna de 2,50 x 2,00 m, e parede de espessura 0,15 m cada, com comprimento total de 7,00 m, apoiadas sobre uma base formada por lastro de pedra e concreto. As saias de proteção laterais dos aterros serão em concreto armado. O bueiro será composto por 14 galerias, dispostas lado a lado, com área total de vão livre de 10,00 m 2 . Os dispositivos aqui considerados estão detalhados nos projetos em anexo. 2.1. Locação de obra A execução da galeria deverá ser precedida da locação da obra, de acordo com elementos do projeto. A locação de toda a obra é de responsabilidade do Executante. A área total de locação da obra será de 70,00 m², abrangendo toda a infraestrutura projetada. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 16 2.2. Limpeza permanente da obra e remoção de entulhos A obra será mantida limpa, sendo o entulho transportado para locais apropriados. Durante a execução da obra, deverão ser removidos periodicamente os entulhos de obra, mantendo os acessos à obra em perfeitas condições de tráfego, tanto para veículos como para pedestres. É de responsabilidade do Executante dar solução adequada ao lixo do canteiro. 2.3. Fixação de placas de obra O Executante construirá ?porta-placa?, no qual será colocada placa para identificação da obra e placas exigidas pela legislação profissional vigente, conforme art. 16 da resolução n.º 218 do CREA. 2.4. Mobilização e Desmobilização O Executante deverá tomar todas as providências relativas à mobilização de pessoal e equipamentos imediatamente após a assinatura do contrato, de forma a permitir início efetivo das obras e possibilitar o cumprimento do cronograma de execução. O Executante procederá, em um prazo máximo de 15 dias, a retirada de todos os seus equipamentos, materiais e o que mais pertencer do canteiro de obras, contando da data em que for expedido o termo provisório de recebimento da mesma. 2.5. Máquinas e equipamentos Caberá ao Executante o fornecimento de todas as máquinas, tais como betoneiras, guinchos, serras, vibradores, etc., necessárias à boa execução dos serviços, bem como dos equipamentos de segurança (botas, capacetes, cintos, óculos, extintores, etc.) necessários e exigidos pela Legislação vigente. Serão obedecidas todas as recomendações com relação à segurança do trabalho contidas nas normas reguladoras relativas ao assunto, como NR-6 Equipamentos de Proteção Individual, NR-18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho de Trabalho na Indústria da Construção. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 17 3. MOVIMENTAÇÃO DE TERRA E AGREGADOS Serão efetuadas pelo Executante todas as escavações para corte e aterro, de forma a atender níveis de fundação indicados no Projeto, assim como a substituição dos materiais instáveis por outros. O curso d?água em estudo sofrerá pequeno redirecionamento, visando melhor escoamento, conforme ilustrado nas plantas em anexo. Dessa forma, durante a execução da obra, será mantido o curso atual do córrego, evitando a construção de uma ensecadeira, permitindo que os trabalhos sejam realizados a seco. 3.1. Escavação/ carga e transporte A empresa contratada deverá executar a retirada de todo o solo que se encontra sobre a estrutura, este material deverá ser retirado com o auxílio de uma escavadeira hidráulica, retroescavadeira, pá-carregadeira juntamente com um caminhão com caçamba basculante e demais instrumentos necessários para carregar e transportar o material. 3.2. Espalhamento e compactação mecânica dos aterros. Fica a cargo da empresa contratada a execução dos aterros necessários para acesso à galeria. Todo solo de aterro deverá ser compactado a 100% de Proctor Normal, para que haja total estanqueidade do maciço de solo. 3.3. Aterros Serão executados pelo Executante os aterros necessários à obtenção dos níveis indicados no Projeto, incluindo transporte, descarga e substituição dos materiais instáveis por outros. O material deverá ser compactado em camadas de 20 cm, mantendo uma declividade de 45% para solos arenosos e 70% para solos argilosos ou silte-argilosos. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 18 3.4. Pedra britada para drenagem longitudinal subterrânea A fim de drenar a água de infiltração proveniente das chuvas, será executada uma camada drenante de 0,40 m no sentido longitudinal ao eixo das galerias, em ambas as faces laterais, por toda sua extensão, composta por pedra britada nº 2. 3.5. Lastro de pedra rachão Após a remoção do material de baixa qualidade existente no local, será executado um lastro de pedra rachão para regularização e recebimento do concreto para apoio das galerias. O lastro de pedra será formado por uma camada de 0,20 com largura de 5,00 m por uma extensão de 7,00 m. 3.6. Espalhamento do material de base O material transportado para execução da base de apoio deve ser espalhado com equipamento capaz de executar o serviço. 3.7. Compactação do material das bases Após espalhado o material, o mesmo será compactado com rolo compressor vibratório quando possível, caso contrário, com equipamento manual mecanizado adequado para a realização da compactação. 3.8. Lastro de concreto Sobre o lastro de pedra rachão, como base de apoio da estrutura das galerias, será executada uma camada de 0,15 m de concreto. O concreto deverá respeitar a resistência característica à compressão (fck) de 15 MPa. O lastro de concreto irá possuir 5,00 m de largura, suficiente para receber a estrutura das galerias considerando uma folga de 0,20 m de cada lado para melhor apoio e distribuição de tensões, e comprimento de 7,00 m. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 19 4. INFRAESTRUTURA 4.1. Galerias pré-moldadas Serão executadas galerias pré-moldadas em concreto armado, primeira qualidade, classe 45 DNIT, em obediência às normas técnicas vigentes e pertinentes à espécie e de acordo com especificações do manual de projetos de dispositivos de drenagem do DAER ?Álbum de projetos ? Tipos de dispositivos de drenagem / 1991?. A seção interna das galerias será de 2,00 m x 2,50 m, espessura da parede de 0,15 m, por um comprimento total de 7,00 m. O encaixe entre galerias dado por um sistema tipo macho e fêmea, para melhor ligação entre as peças. As juntas entre galerias devem ser seladas com argamassa para que não ocorra infiltração de água. 4.2. Bocas para bueiros celulares Serão executadas bocas à montante e à jusante, em concreto armado, seguindo especificações do manual de projetos de dispositivos de drenagem do DAER ?Álbum de projetos ? Tipos de dispositivos de drenagem / 1991?. 4.3. Montagem Galerias pré-moldadas Pelas dimensões e peso considerado das galerias a serem utilizadas na obra, faz- se necessária a utilização de um caminhão Munck com capacidade mínima de 8 toneladas para a colocação das galerias em suas posições. É necessário equipamento capaz de executar o serviço com a lança aberta e lançar em local seguro e nivelado para que não venha ocorrer problemas. As galerias devem possuir esperas para o içamento. 5. SERVIÇOS FINAIS 5.1. Desmontagens das instalações Concluídos os serviços, o canteiro será desativado, devendo ser feita imediatamente a retirada das máquinas, equipamentos, restos de materiais e entulhos em geral. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 20 A área deverá ser deixada perfeitamente limpa e em condições de ser utilizada. 5.2. Arremates finais e retoques Após a limpeza, serão feitos todos os pequenos arremates finais e retoques que forem necessários. _____________________________________ Julia Favretto Eng.ª Civil ? CREA RS209346 Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 21 MEMORIAL DE CÁLCULO TRAVESSIA DE CÓRREGO ATRAVÉS DE BUEIRO CELULAR EM CONCRETO Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 22 PROPRIETÁRIO: Prefeitura Municipal de Barra Funda/RS. OBRA: Travessia de Córrego Através de Bueiro Celular em Concreto LOCAL: Linha Carijo, Interior do município de Barra Funda/RS. COORDENADAS UTM: 27º53?28,83??S e 53º0?38,89??O. 1. SERVIÇOS INICIAIS Placa da obra: Altura: 1,25 m Comprimento: 2,00 m Área = 1,25 m x 2,00 m = 2,50 m² Locação da Obra: Área total = 70,00 m 2 2. MOVIMENTAÇÃO DE TERRA E AGREGADOS Volumes de corte Comprimento da vala = 14,90 m Largura da vala = 5,00 m Altura da vala = 3,20 m Volume de corte = 238,40 m 3 Volume de aterro Comprimento do bueiro = 7,00 m Largura do bueiro = 4,60 m Altura do bueiro = 3,20 m Volume do bueiro = 103,04 m Volume de aterro = 238,40 m 3 - 103,04 m 3 = 135,36 m 3 - Camada drenante de brita = 17,76 m 3 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 23 - Reaterro com solo = 135,36 ? 17,76 = 117,60 m 3 Lastro de pedra rachão Extensão: 7,00 + 3,95 + 3,95 m = 14,90 m Largura: 5,00 m Espessura média: 0,20 m Volume: 14,90 m x 5,00 m x 0,20 m = 14,90 m³ Drenagem longitudinal com pedra britada nº2 Extensão: 7,00 + 4,10 m = 11,10 m Largura: 0,80 m (0,40 m cada lado) Altura: 2,00 m Volume: 11,10 m x 0,80 m x 2,00 = 17,76 m³ 3. INFRAESTRUTURA Lastro de concreto Extensão: 14,90 m Largura: 5,00 m Espessura média: 0,15 m Volume total: 14,90 m x 5,00 m x 0,15m = 11,18 m³ 3.1. Galerias em concreto pré-moldado 2,00 x 2,50 x 1,00m: 2 fileiras de galerias Extensão: 7,00 m Quantidade total: 14,00 unidades 3.3 Bocas para bueiros celulares Quantidade total: 2 unidades (1 montante e 1 jusante) ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 24 3.2. Montagem das galerias pré-moldadas Para a montagem de cada galeria foi considerado o tempo de 0,50 h por galeria, sendo o total de 14 galerias a serem montadas. Assim o tempo total é de 0,50 h x 14 unidades = 7 horas totais. _____________________________________ Julia Favretto - Eng.ª Civil ? CREA RS 209346 Barra Funda, Abril de 2017. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA FUNDA 25 ANEXOS TRAVESSIA DE CÓRREGO ATRAVÉS DE BUEIRO S CELULARES EM CONCRETO ? ART ? Assinatura de Responsabilidade Técnica ? Projetos Técnicos ? Planilha Orçamentária ? Cronograma Barra Funda, Abril de 2017.